segunda-feira, 26 de abril de 2010
Sugestão de leitura
Livro: Gestão Ambiental - Responsabilidade Social e Sustentabilidade
Autor: Reinaldo Dias
Editora: Atlas
É um livro de leitura fácil e prática, bem estruturado e com uma ótima didática. O preço também é bem acessível. Vale a pena investir.
:)
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Desmate do PAC equivale a metade de São Paulo
O Programa de Aceleração do Crescimento foi criado em 2007. Desde então, o governo autorizou o desmate de 730 km² para o avanço de suas obras, segundo levantamento feito pela Folha em cada uma das 155 autorizações específicas para o programa expedidas pelo Ibama, órgão do Ministério do Meio Ambiente.
O montante desmatado nesses três anos inclui extensões na região amazônica, mas também no cerrado e na caatinga, inclusive em áreas de preservação permanente, como margens de rios e topos de morros. São obras de recursos hídricos, usinas hidrelétricas, ferrovias e rodovias, entre outras.
Cada uma dessas autorizações do Ibama traz uma série de contrapartidas que, ao menos no papel, deveriam ser cumpridas pelos responsáveis da obra, como o plantio de uma área equivalente à devastada.
Entretanto, não existe fiscalização no cumprimento dessas condicionantes, disseram à Folha servidores que, em tese, teriam essa responsabilidade.
Segundo a ministra Isabella Teixeira (Meio Ambiente), o Ibama precisa ser fortalecido, e os licenciamentos do órgão precisam ser tratados como algo estratégico de governo, e não apenas da área ambiental.
Efeito – Outro agravante são as consequências desse desmatamento legal, em especial em obras de pavimentação de rodovias cercadas por florestas. Segundo o Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia), 80% do desmatamento na região ocorre num raio de 50 km das margens das estradas.
Na agenda de prioridades do PAC está o asfaltamento da BR-319 (Porto Velho-Manaus), ainda não autorizado pelo Ibama. O projeto provoca calafrios em ambientalistas, justamente por causa do potencial desmatador que esse tipo de obra tem.
Para André Lima, coordenador de políticas públicas do Ipam, esse tipo de projeção do desmatamento deveria ser levado em conta no momento das autorizações do Ibama, assim como estimativas de emissão de gases-estufa por conta do corte de árvores.
“O Brasil tem uma meta [de redução de gases-estufa, causadores do aquecimento global] e precisa monitorá-la por meio do sistema de licenciamento. Não é correto licenciar um volume de empreendimentos que pode estar acima do previsto na meta brasileira”, diz Lima.
Desde janeiro de 2007, o desmate legal do PAC equivale a 10% da derrubada de árvores na Amazônia Legal entre agosto de 2009 e julho de 2010, quando, segundo o governo, foram devastados 7.008 km².
Para Adalberto Veríssimo, pesquisador da ONG Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia), o sinal amarelo do desmatamento está ligado. “A história mostra que o desmatamento ocorre na sequência de obras de infraestrutura. Agora, o governo diz que não vai acontecer, mas existe o risco com essas obras do PAC”, afirma.
O pesquisador do Imazon pondera: “Isso ainda não está acontecendo, mas é muito cedo tanto para condenar quanto para absolver esse modelo”.
(Fonte: Eduardo Scoles/ Folha Online)
terça-feira, 13 de abril de 2010
Curitiba/PR é eleita a cidade mais sustentável do mundo
O objetivo do prêmio é destacar cidades com excelência em desenvolvimento urbano sustentável e torná-las exemplos positivos para outras cidades. Para conquistar o Globe Award, Curitiba superou as outras finalistas Sidney (Austrália), Malmö (Suécia), Murcia (Espanha), Songpa (Coreia do Sul) e Stargard Szczecinski (Polônia).
O juri – que por unanimidade apontou Curitiba como vencedora – avaliou itens como preservação de recursos naturais, bem-estar e relação social nas cidades, inteligência e inovação nos projetos e programas, cultura e lazer, transporte, confiança no setor público e gerenciamento financeiro e patrimonial. “Eu parabenizo Curitiba por este prestigiado prêmio de cidade mais sustentável de 2010. É uma vencedora muito sólida, com um plano holístico que integra todos os recursos estratégicos conectados com inovação e sustentabilidade futura”, disse Jan Sturesson, presidente do comitê de jurados do Globe Award, segundo divulgado em nota pela assessoria de imprensa da prefeitura.
Com a conquista do prêmio, Curitiba garantiu participação especial na Conferência Mundial de Sustentabilidade Globe Forum, que acontecerá em Estocolmo, nos dias 28 e 29 de abril. A capital paranaense também será membro especial do Globe Fórum por um período de dois anos.
O presidente do instituto Ideia Ambiental, Fernando Ramos, espera que o prêmio ajude a ampliar o debate sobre a sustentabilidade em Curitiba. Ele apontou a coleta eficiente de lixo e a arborização urbana como pontos positivos.
Para Ramos, a capital paranaense é uma das cidades mais sustentáveis do país, mas está longe de estar no topo do ranking mundial. “É preciso resolver problemas urgentes, como a destinação do lixo e o tratamento de resíduos sólidos. Além disso, a preservação dos rios também é um ponto que preocupa”, avaliou.
O presidente da ONG Mater Natura, Paulo Aparecido Pizzi, parabenizou Curitiba pela conquista e ressaltou que a sustentabilidade da capital paranaense é fruto de uma política histórica no município, conquistada pelo trabalho contínuo de décadas. Ele destacou também a eficácia da estratégia da cidade em disseminar as práticas sustentáveis adotadas pelo município.
Fonte: Felippe Aníbal/Gazeta do Povo/PR ou http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2010/04/08/53192-curitibapr-e-eleita-a-cidade-mais-sustentavel-do-mundo.html
sexta-feira, 9 de abril de 2010
GoodGuide, uma revolução no consumo consciente
Essa experiência de associação entre tecnologia e consumo responsável começou a tomar corpo recentemente nos Estados Unidos. Com um aplicativo instalado no iPhone, desses que lê códigos de barra, um consumidor norte-americano pode, enquanto passeia entre as gôndolas de um supermercado, enviar informações para um banco de dados que, em segundos, revela por exemplo, a existência de substâncias tóxicas em um produto, se houve ou não exploração de trabalhadores em sua produção ou mesmo o quanto a empresa fabricante está preocupada com a conservação do meio ambiente. Simples e prático, ajuda o consumidor mais engajado a fazer uma escolha consciente, sem grande esforço para desvendar rótulos que, quando existem, parecem elaborados para desinformar.
O GoodGuide reúne hoje dados de 75 mil produtos, que vão desde os de limpeza para casa até alimentos, cuidados pessoais e brinquedos. Com ele, é possível comparar itens similares e concorrentes, acessar um ranking com atribuição de notas e até mesmo criar uma lista de favoritos usando critérios cruzados de saúde, segurança e compromisso socioambiental. A ferramenta nasceu em 2007 de um insigth doméstico de Dara O´Rourke, professor do Departamento de Ciência Política e Gestão Ambiental Universidade de Berkeley. Antes de sair de casa para passear com a filha de cinco anos, ao ler o rótulo do protetor solar, ele teve dúvidas quanto à composição química do produto.
Pesquisando depois, descobriu a existência de uma substância tóxica potencialmente danosa á saúde humana. Ocorreu-lhe que muitos outros pais e mães também deviam ter as mesmas dúvidas em relação às matérias-primas de produtos utilizados por seus filhos. E que milhares de consumidores não têm a mais remota ideia do que contém produtos de consumo aparentemente inofensivos nem de como – e sob que condições — as empresas o produzem.
Empreendedor, O´Rourke abriu uma organização sem fins lucrativos e buscou o apoio de cientistas, especialistas em comportamento do consumidor e profissionais de indústria. Também associou-se à Universidade da Califórnia, ao Massachusetts Institute of Technology, Google, Amazon, eBay e PayPal. O uso do GoodGuide cresce a cada dia na esteira da expansão do movimento Cultural Creatives, formado hoje por uma turma de 70 milhões de norte-americanos menos egocêntricos e mais preocupados com o outro, com a qualidade de vida e com a saúde do planeta.
Bem-vindo seja o GoodGuide. Aviso aos navegantes brasileiros: como muitos produtos são vendidos globalmente, uma passeada pelo site www.goodguide.com pode ser um bom primeiro exercício para avaliar quão sustentáveis são itens que você eventualmente compra aqui no Brasil.
Fonte: http://www.rumosustentavel.com.br/goodguide-uma-revolucao-no-consumo-consciente/
terça-feira, 30 de março de 2010
Bióloga de Carteirinha... :)
Estou super feliz, pois ontem recebi minha Carteira do CRBio (Conselho Regional de Biologia) e nada mais justo do que compartilhar essa grande notícia no meu blog e dividir minha alegria com todos vocês.
Hoje vejo que o termino da faculdade não é o fim de uma jornada, mas sim o começo de um caminho longo e árduo a se percorrer.
Me orgulho muito da minha profissão e amo ser BIÓLOGA.
O JURAMENTO DO BIÓLOGO
“Juro pela minha fé e pela minha honra e de acordo com os princípios éticos do Biólogo, exercer as minhas atividades profissionais com honestidade, em defesa da vida estimulando o desenvolvimento Científico, Tecnológico e Humanístico com justiça e paz”.
Instituído pela Resolução 03/1997 do CFBio.
COR DA PROFISSÃO DO BIÓLOGO
AZUL - sem uma tonalidade específica.
TIPO DA PEDRA
ÁGUA MARINHA - Qualquer uma das suas várias tonalidades.
segunda-feira, 22 de março de 2010
Hora do Planeta
A Hora do Planeta começou em 2007, apenas em Sidney, na Austrália. Em 2008, 371 cidades participaram. No ano passado, quando o Brasil participou pela primeira vez, o movimento superou todas as expecitativas. Centenas de milhões de pessoas em mais que 4 mil cidades de 88 países apagaram as luzes. Monumentos e locais simbólicos, como a Torre Eiffel, o Coliseu e a Times Square, além do Cristo Redentor, o Congresso Nacional e outros ficaram uma hora no escuro. Além disso, artistas, atletas e apresentadores famosos ajudaram voluntariamente na campanha de mobilização.
Para participar e saber mais informações basta acessar o link: http://www.horadoplaneta.org.br/
quarta-feira, 17 de março de 2010
Banco Mundial de Sementes
Encravados a 120 metros dentro da pedra, foram cavados três grandes depósitos no interior da montanha. Se uma planta desaparecer, por motivo de catástrofe, por exemplo, ela poderá ser agora recuperada.
Depósitos de diversos países do mundo contribuíram para o projeto organizado pela fundação Global Crop Diversity Trust (Fundo de Diversidade Global de Plantas Cultiváveis) e financiado por governos, organizações e o Banco Mundial.
O maior banco de sementes mundial deverá assegurar a diversidade de plantas úteis e cereais. O depósito também foi pensado para, no caso de uma catástrofe global, possibilitar a alimentação da humanidade. Três grandes depósitos medindo 27m x 10m foram cavados no interior da mais alta montanha de Spitsbergen, ilha norueguesa situada no Círculo Pólar Ártico, onde as diversas sementes serão armazenadas numa temperatura constante de menos 18ºCelsius.
"As instalações foram construídas para abrigar o dobro da quantidade de amostras de sementes que conhecemos", afirma Cary Fowler, diretor administrativo do Fundo de Diversidade Global de Plantas Cultiváveis e mentor do projeto. Para a construção do depósito, a Noruega investiu cerca de 6 milhões de euros.
Cerca de 250 mil amostras de sementes já se encontram armazenadas no novo depósito. Elas continuam a pertencer, no entanto, a seus países de origem. Nem todos os bancos nacionais de genes são bem protegidos e parte da diversidade vegetal já se perdeu.
Desta forma, bancos de sementes iraquianos e afegãos foram destruídos na guerra. Um tufão destruiu outro nas Filipinas. Por este motivo, o novo Banco Mundial de Sementes tornou-se rapidamente conhecido em todo mundo. Países ameaçados por revoltas como o Paquistão e o Quênia já enviaram amostras de sementes para Sptisbergen. O Banco Mundial de Sementes armazenará amostras provenientes de mais de 1,4 mil bancos de sementes de todo o mundo.
O tesouro representado pelo banco de sementes é protegido por espessas paredes de concreto, porta blindada e sistema de alarme. Eventuais mudanças climáticas também foram levadas em conta pelos arquitetos do novo banco mundial de sementes.
Por este motivo, ele se situa 130 metros acima do nível do mar. Mesmo que boa parte da calota polar derreta, ele continuará seco. O depósito de concreto está preparado para resistir até mesmo a uma guerra nuclear. E no caso de o sistema de refrigeração falhar, o permafrost garantirá que a temperatura não supere a 3,5º Celsius.
Fonte: http://www.dw-world.de/dw/article/0,,3149942,00.html
segunda-feira, 1 de março de 2010
Iceberg gigante se desprende da Antártida
Apesar do impacto só se manifestar em décadas, uma redução da velocidade de produção de água friae densa poderia provocar invernos mais rigorosos no Atlântico norte, assinalaram os pesquisadores.
O bloco de gelo, de 2.550 km quadrados, se desprendeu em 12 ou 13 de fevereiro da geleira Mertz, um glaciar de 160 quilômetros de comprimento que emerge da Antártida oriental e avança sobre o Oceano Antártico ao sul de Melbourne, informaram os cientistas.
Com uma espessuar média de 400 metros, o iceberg pode perturbar a biodiversidade excepcionalmente rica da região, que inclui uma importante colônia de pinguins imperadores na zona de Dumont d'Urville, onde está a estação científica francesa na Antártida.
O iceberg, de 78 km de comprimento e quase 40 km de largura, com peso estimado de mais de 1 bilhão de toneladas, se desprendeu da geleira de Mertz ao receber o impacto de outro iceberg, conhecido como B9B, a deriva desde 1987.
Tanto os ciclos naturais como a mudança climática provocada pelo homem contribuem para o colapso das geleiras na Antártida.
A maré e as correntes oceânicas batem constantemente nas áreas expostas na geleira, enquanto verões mais longos e temperaturas mais altas contribuem para o desprendimento dos icebergs.
"Obviamente que com o aquecimento das águas as bordas das geleiras se tornam mais frágeis" disse Legrosy, que trabalha no Laboratório de Geofísica e Pesquisa Oceanográfica, na cidade francesa de Toulouse.
A geleira Metz, onde foram instalados sistemas GPS e outros instrumentos de medição, deve proporcionar informação valiosa sobre o desprendimento de icebergs.
"Pela primeira vez temos um registro detalhado do ciclo completo de um desprendimento de iceberg: antes, durante e depois", assinalou o pesquisador.
"Estamos usando a geleira como um laboratório para estudar os processos que poderão ser alterados pela mudança climática, incluindo o desprendimento de icebergs, a temperatura dos oceanos e as flutuações do nível do mar".
Desde que se separou da geleira Metz - do mesmo modo que o B9B - o novo iceberg está flutuando em uma área próxima conhecida como polinia.
Distribuidas por todo o Oceano Antártico, as polinias são zonas que produzem água densa, gelada e rica em sal, que segue para o fundo do mar e dirige as correntes oceânicas como um canal.
Se icebergs como este se deslocam para leste e encalham, ou flutuam para o norte até climas mais quentes, não há qualquer impacto sobre as correntes oceânicas, mas se permanecem nesta área, algo provável, podem bloquear a produção de água densa e recobrir a polinia", explicou Legresy.
A polinia da geleira Mertz é especialmente importante, e representa cerca de 20% da "água do fundo" dos oceanos.
A expectativa de vida de um iceberg depende de seu deslocamento, mas podem durar décadas.
Fonte: Site Ambiente Brasil - 27/02/10
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
COP-15 - A DECEPÇÃO DO ANO
"Não é porque o egoísmo e a insensatez prevaleceram lá que não vamos avançar no nosso dever de casa. Vamos continuar trabalhando", disse ao participar na manhã de segunda (21), no Rio de Janeiro, da cerimônia de encerramento do segundo semestre do Programa Nas Ondas do Ambiente, desenvolvido pelo governo fluminense, que une comunicação e educação ambiental.
Ele garantiu que o país vai continuar empenhado em cobrar posturas mais fortes das nações ricas, além de lançar medidas de curto prazo para minimizar os efeitos do aquecimento global.
Minc também garantiu que o Brasil vai continuar buscando articulações com outros países, entre eles nações vizinhas da América Latina, para incrementar os esforços de preservação da Amazônia e da África, onde será intensificada a implementação de programas de combate à desertificação.
A COP-15, que reuniu 192 países, terminou na última sexta-feira (18) em Companhege, Dinamarca, sem um novo acordo climático, que ficou para 2010. Apenas um acordo parcial foi fechado entre os Estados Unidos, a China, a Índia, o Brasil e a África do Sul com apoio de outros países, mas ainda depende de aprovação formal. A próxima reunião sobre mudanças climáticas será no ano que vem, no México.
Fonte: Agência Brasil
http://noticias.ambientebrasil.com.br
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
World Community Grid - Filantropia Virtual
"O Grid é um sistema que permite que pesquisadores cadastrados usem computadores pessoais espalhados pelo mundo inteiro para a realização de parte dos cálculos que não teriam espaço nos computadores das universidades e outras Instituições, hoje saturadas com milhões de projetos. É a utilização da capacidade ociosa do computador, sem causar riscos ou danos para sua máquina. Quando o internauta sai pra tomar um café ou está conversando e não está executando nenhuma tarefa, nesse momento o programa da comunidade Grid começa a usar o processador para fazer cálculos para a pesquisa que foi escolhida.
É super simples participar. Basta instalar em seu PC um softwar que vai permitir a comunidade acessar-se ao processador e realizar nele os cálculos necessários para alguma pesquisa. É importante lembrar que esse sistema não interfere na agilidade da máquina.
As pesquisas que serão incluídas e ajudadas pela comunidade são selecionadas por um conselho de Universidades e Instituições de pesquisa. Além de ter que demonstrar sua utilidade para a sociedade, terão obrigatoriamente que disponibilizar seus resultados para o público".
http://www.worldcommunitygrid.org/
Para ver a matéria na integra, basta acessar o blog Cidades e Soluções e colocar na busca do blog a palavra Grid. Lá você vai encontrar um vídeo com todos os detalhes sobre o assunto.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
O que é Crédito de Carbono e qual sua importância em nossas vidas
Em função disso foi criado um certificado que é emitido pelas agências de proteção ambiental reguladoras, atestando que houve redução de emissão de gases do efeito estufa. A quantidade de créditos de carbono recebida varia de acordo com a quantidade de emissão de carbono reduzida.
Foi convencionado que uma tonelada de dióxido de carbono (CO2) equivale a um crédito de carbono. Outros gases que contribuem para o efeito estufa também podem ser convertidos em créditos de carbono, utilizando o conceito de carbono equivalente.
Esse certificado é negociado no mercado internacional, onde a redução de gases do efeito estufa passa a ter um valor monetário para conter a poluição. Há diversos meios para consegui-lo, alguns exemplos são: reflorestamento, redução das emissões provenientes da queima de combustíveis fósseis, substituição de combustíveis fósseis por energia limpa e renovável, como eólica, solar, biomassa, PCH (Pequena Central Hidrelétrica), entre outras, aproveitamento das emissões que seriam de qualquer forma descarregadas na atmosfera (metano de aterros sanitários) para a produção de energia.
Em acordos internacionais os países desenvolvidos passaram a ter cotas máximas para emitir esses gases do efeito estufa. Coube a esses países criar leis para restringir a emissão desses gases em seus territórios. Os países ou suas industrias que ultrapassarem as metas estabelecidas terão que comprar os certificados de créditos de carbono, da mesma forma que quem conseguir reduzir suas emissões poderá vender o excedente dessa redução de emissões de gases nas Bolsas de Valores e de Mercadorias a outros países ou industrias que necessitem desses créditos.
O mercado de carbono possui um critério que se chama adicionalidade. Segundo este, um projeto precisa absorver dióxido de carbono da atmosfera, no caso de reflorestamentos, ou evitar o lançamento de gases do efeito estufa, no caso de eficiência energética. Algumas pessoas criticam esses certificados por entenderem que eles autorizam países e industrias a poluir. Também havia embutido dentro do programa a intensão de que os países que fossem os maiores poluidores diminuíssem suas emissões, e que esse mercado de carbono servisse de estímulo para incentivar os países em desenvolvimento para que, atraído pelo ganho financeiro, cuidassem melhor de suas florestas e evitassem queimadas.
Porém, os governos são omissos e ainda permitem que o desmtamento sem controle furte a nossa maior riqueza: as florestas. Hoje ainda assistimos governantes de países importantes ignorarem todos os sinais de perigo dados pela natureza contra a vida humana.
Recentemente descobrimos que o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), órgão ligado ao Governo Federal, encabeça uma lista dos cem maiores devastadores que atuam em território brasileiro. O jornal britânico The Guardian destaca que funcionários do Incra devem responder criminalmente depois da divulgação de uma foto de satélite mostrando áreas sob responsabilidade do órgão totalmente devastada. A exploração madeireira vem acelerando a destruição da Amazônia, e o maior responsável é o próprio governo brasileiro. Isso nos causou surpresa e descrédito quanto ao poder público, pois se o governo não consegue controlar nem os seus subordinados como irá fiscalizar os outros? É uma vergonha!
Por tudo isso, a criação dos créditos de carbono tem um papel importante de conscientização dos países e suas indústrias, mas não será suficiente para resolver esse problema se não houver vontade de todos os envolvidos. Governos, empresas e sociedade devem se unir e discutir como mudar esse crime, que é contra o meio ambiente, mas, principalmente, contra nós mesmos.
Fonte: www.blograizes.com.br - Reflexões sobre Sustentabilidade
Precisamos ficar atentos a esses fatos que estão diretamente ligados a nossa vida. A cultura brasileira precisa de modificações urgentes. Precisamos de um povo mais consciente e questionador. Em vez de ficarmos discutindo o que aconteceu no último capítulo da novela ou quem foi eliminado no Big Brother, precisamos entender o que está acontecendo a nossa volta. Medidas importantes estão sendo tomadas, assuntos sérios voltados ao meio ambiente estão todos os dias nos jornais, porém ainda não caiu a ficha de que um povo consciente faz um país melhor. Precisamos proteger e conservar o que é de fundamental importância para nossa existência e não ficarmos alheios a tais acontecimentos. Se liga Brasil!!!
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
FELIZ DIA DO BIÓLOGO!!!
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
REDD - Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação
O mecanismo de Redução de Emissão por Desmatamento e Degradação (Redd) deve movimentar de US$ 20 bilhões a US$ 40 bilhões por ano para evitar a liberação de gases de efeito estufa com a devastação de florestas. O Brasil, dono da maior floresta tropical do Planeta, poderá receber cerca de 40% desse montante. A estimativa é de um dos idealizadores do mecanismo, um pesquisador italiano Andréa Cattaneo, do centro de pesquisas norte-americano Woods Hole.
"Aqueles que estiverem dispostos a reduzir o desmatamento devem receber compensações por isso" disse hoje (20/06) durante apresentação em fórum paralelo à programação cultural do 11o Festival Internacional de Cinema Ambiental (Fica).
A adoção e regulamentação do mecanismo ainda têm de ser definidas no âmbito da Convenção da Organização das Nações Unidas para Mudanças Climáticas, que tem reunião decisiva marcada para dezembro em Copenhagen, na Dinamarca. Cattaneo acredita que o mecanismo deverá ser incluído no acordo que sucederá o Protocolo de Kyoto, mas a aplicação pode levar mais alguns anos.
"Se tudo funcionar bem, a decisão saíra em Copenhagen".
Porém, um eclético grupo de ambientalistas, empresários, indígenas e executivos do Banco Mundial (Bird) apontam o mecanismo como a maior falha da vedete atual nas discussões internacionais sobre mudanças climáticas e florestais. Eles sugerem correção.
Esse mecanismo financeiro poderá garantir recursos para quem desmatou no passado, mas vem reduzindo a taxa de derrubada de florestas, diminuindo, assim, a emissão de gases na atmosfera. É preciso que existam recursos que recompensem também países e comunidades que já estão preservando, fazendo manejo sustentável e até expandindo suas florestas. (Daniela Chiaretti, Valor Econômico SP)
Uma das principais críticas que se faz ao Redd é que ele acaba premiando quem mais desmatou e pode ser injusto com quem mais preservou, esclarece Roberto Smeraldi, diretor da Amigos da Terra - Amazônia Brasileira e um dos co-presidentes do chamado Diálogo das Florestas - Iniciativa Florestas e Mudanças Climáticas.
Ele premiará, com recursos financeiros, quem conseguir diminuir suas taxas de desmatamento, e assim, reduzir a emissão dos gases do efeito estufa. Indo por essa lógica, alguns Estados campeões de desmatamento, como Mato Grosso, seriam recompensados, mas Estados até agora campeões em preservação, como o Amazonas não ganhariam nada. "Esta é uma discussão muito delicada. Alguns países africanos perguntam assim: "então, eu que nunca desmatei tenho que começar logo, para depois reduzir e então ganhar ganhar algo com isso?". Por isso recomendamos que, paralelo ao Reed, também se encontrem mecanismos que remunerem o estoque existente de florestas", diz Smeraldi.
Conclusão: Essa não é mais uma tentativa dos países desenvolvidos tirarem proveito e, em consequência disso, os demais países ficarem em desvantagem?
A ideia é válida, mas precisa ser revista, para que a Conservação do Palneta permaneça, assim como a justiça.
Fonte: (EcoDebate 09/10/2008)
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Pacífico mais quente pode ter matado 200 leões marinhos
Segundo o governo chileno, o fenômeno El Niño (aquecimento cíclico natural das águas superficiais do oceano Pacífico) pode ser responsável pelo desequilibrio ecológico no país. Grande parte dos animais mortos são filhotes.
Provavelmente, por causa das águas mais quentes, as mães das crias tiveram que ficar mais tempo no mar atrás de comida. A vida marinha costuma fugir do calor.
Os jovens leões marinhos provavelmente devem ter morrido de fome.
Grupos ambientalista regionais apontam uma outra possível causa para o desiquilíbrio: a poluição. No local, existe uma industria de molibdênio, uma termoelétrica e uma mineradora.
No ano passado, também por causa do aumento anormal da temperatura das águas do Atlântico, ocorreu uma migração inédita de pinguins pela costa do Brasil. Os cientistas associaram o fenômeno diretamente ao aquecimento global.
Fonte: (site: Folha Online publicado em 24/08/09)
domingo, 23 de agosto de 2009
Conferência sobre Mudanças Climáticas
O Clube de Roma (criado em 1962 composto por cientistas, industriais e políticos, que tinha como objetivo discutir e analisar os limites do crescimento econômico levando em conta o uso crescente dos recursos naturais) empregando fórmulas matemáticas e computadores para determinar o futuro ecológico do planeta, previu um desastre a médio prazo. E o que foi descoberto foi publicado num relatório denominado Limites do Crescimento, publicado em 1972, no qual se previa que as tendências que imperavam até então conduziriam a uma escassez catastrófica dos recursos naturais e a níveis perigosos de contaminação num prazo de 100 anos. Os alimentos e produção industrial iriam declinar até o ano de 2010 e, a partir daí, como consequência haveria a diminuição de população por penúria, falta de alimentos e poluição. O relatório expunha claramente:
"Se se mantiverem as atuais tendências de crescimento da população mundial, industrilização, contaminação ambiental, produção de alimentos e esgotamento dos recursos, este planeta alcançará os limites de seu crescimento no curso dos próximos 100 anos. O resultado mais provável será um súbito e incontrolável declínio tanto da população como da capacidade industrial." (Limites do Crescimento, publicado em 1972).
Trecho retirado do livro "Gestão Ambiental, Responsabilidade Social e Sustentabilidade" por Reginaldo Dias.
Em Dezembro de 2009 será realizada a III Conferência sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas em Copenhagen, na Dinamarca. Durante a conferência serão negociados os termos da segunda fase de cumprimentos do Protocolo de Kyoto. A primeira fase deve ser encerrada em 2012.
O encontro terá como objetivo identificar e definir os mecanismos de adaptção ao fenômeno do aquecimento global, segundo a Organização Metereológica Mundial (OMM).
Os organizadores da conferência querem criar "um marco global de serviços climáticos",uma ampla rede de troca de informação que sirva a todo mundo e seja aplicável em todas as regiões do planeta.
A conferência se dividirá em duas partes: uma reunião dedicada aos debates de analistas, centradas no potencial que os serviços climáticos podem oferecer e nas necessidades das comunidades de usuários, e um encontro de alto nível, durante o qual se prevê que os políticos tomem medidas em relação à adaptação ao clima.
(Fonte: Estadão Online)
domingo, 10 de maio de 2009
AMAZÔNIA PARA SEMPRE
ALÔ SENADO – 0800 61 22 11
scomcmmc@senado.gov.br
VAMOS PARTICIPAR!!!
http://www.amazoniaparasempre.com.br/
terça-feira, 28 de abril de 2009
Portal Biologia
Este site oferece diversos cursos on-line em diversos ramos da biologia. Vale a pena dar uma olhada...
terça-feira, 21 de abril de 2009
A vida de um urso dançarino
Todos os anos ursos preguiça são caçados no seu habitat e treinados para “dançar” para turistas e espectadores na Índia. É uma vida dura e sofrida.
Os caçadores ilegais capturam os filhotes de ursos, seja matando suas mães ou os roubando de cavernas desprotegidas. Muitos filhotes morrem por falta de cuidados e hidratação antes de serem vendidos aos Kalandars, os tradicionais donos de ursos da Índia.
Aqueles que sobrevivem passam os primeiros meses desesperados para retornar às suas mães e seus habitats.
Mutilados e humilhados
Para evitar que provoquem ferimentos nos humanos, os filhotes têm seus caninos lixados ou quebrados, o que os mutila para o resto da vida. Sem seus caninos, o retorno à vida selvagem fica impossível.
Quando chegarem à juventude, sofrerão com um furo feito no seu focinho ou céu da boca, por onde passará uma corda com a ferida ainda em carne viva. Nenhum tipo de anestesia é usado.
O buraco é feito no focinho por ser a parte mais sensível do animal. O ato de puxá-lo pela corda lhes causa dor extrema, o que dá controle total àquele que o puxa.
Os ursos são condicionados a obedecer seus donos. A tortura mental do cativeiro e a humilhação sofrida com as exibições acabam com sua energia e seu vigor. Além do mais, quando associadas a uma dieta pobre e inadequada, prejudicam a saúde desses animais que, um dia, foram selvagens.
Por não poder satisfazer suas necessidades naturais como andar a esmo, subir em árvores ou fazer suas cavernas, muitos ursos começam a exibir movimentos repetitivos, conseqüências características de estresse grave.
Quando chegam à idade adulta, os ursos cativos terão aprendido a “dançar”. Quanto maior o urso, mais impressionante deve ser o resultado.
Soluções de longo prazo
A WSPA trabalha para acabar com a dança dos ursos de várias formas, incluindo apoio aos Kalandars para encontrar novas formas de sustento que não envolvam crueldade animal.
Apoiar o acesso a novas fontes de renda alternativas significa possibilitar aos Kalandars a transmissão de uma nova profissão para seus descendentes, quebrando assim a corrente da crueldade animal.
(Fonte: site WSPA - Sociedade Mundial de Proteção Animal - www.wspabrasil.org)
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Patê de Fígado de Ganso (Foie Gras)
Agora suponhamos que o anfitrião ou o garçom nos obrigasse a ingerir ainda mais comida, até que começasse a doer. E como se já não fosse o bastante, ele ou ela nos forçasse a comer mais.
Tentemos imaginar essa sensação e então consideremos que isso aconteceria ao acordar, no almoço e no jantar, todos os dias. Nós viveríamos em um estado de tortura e dor constantes.
Se tentarmos imaginar essa dor e sofrimento, então chegaremos perto de compreender a agonia pela qual passam aproximadamente 10 milhões de gansos e patos a cada ano, antes de serem mortos para satisfazer os paladares "refinados" dos seres humanos que consomem 16.800 toneladas de seus fígados em todo o mundo (em 1998). A França é a maior produtora com quase 80%; depois vem a Hungria, Espanha, Israel e outros países como EUA, Bélgica, Bulgária e Romênia produzindo o restante.
Durante os vários dias de alimentação forçada, esses patos e gansos são mantidos em pequenos compartimentos. Isso torna mais fácil para os funcionários agarrarem as aves pelo pescoço e inserirem funis e tubos metálicos de alimentação pela garganta abaixo.
Quando comemos demais, sentimos necessidade de levantar da mesa e nos movermos para uma posição mais confortável. Esses patos e gansos não têm nem mesmo esse privilégio. Eles mal podem se mover, o que aumenta ainda mais o seu desconforto.
As aves se debatem para se afastar desses "alimentadores" toda a vez que os vêem, mas seu confinamento impede esse esforço.
As imagens abaixo mostram os métodos usados para forçar o alimento para dentro dos estômagos dessas aves indefesas.


Os funcionários pegam os gansos ou patos um de cada vez, os prendem e os forçam a abrir seus bicos para introduzir um cano de metal de 20 a 30 cm que vai até o estômago.
Então eles acionam uma alavanca que bombeia a ração de milho direto ao estômago da ave. Cada ave é forçada a ingerir até 3,5 kg de ração por dia. Em alguns casos os funcionários colocam um anel elástico apertado no pescoço da ave para o caso de ela tentar regurgitar a ração. Isso ocorre de 3 a 5 vezes por dia.
A ração é composta de milho cozido e às vezes inclui gordura de porco ou de outros gansos com sal.
Esses 3,5 kg de ração para os gansos seriam o equivalente a um humano ser forçado a comer 12,5 kg de macarrão por dia.
Para aqueles que ainda podem estar duvidando, essas criaturas sentem medo e dor.
Imaginemos o que aconteceria no nosso organismo se nossos fígados inchassem várias vezes o tamanho normal, como mostrado na imagem ao lado.
O fígado à esquerda é de tamanho normal. O da direita é o resultado da alimentação forçada. Até na cor ele é doentio.
Depois de 4 semanas de alimentação forçada, os patos e gansos são abatidos. Na maior parte das vezes, seus fígados estão inchados de 6 até 12 vezes o tamanho normal (1, 2) - formando massas pálidas e inflamadas do tamanho de melões em vez de órgãos firmes, pequenos e sadios. Os animais assim ficam com dificuldades de andar e respirar.
E não precisa muita imaginação para perceber que toda essa alimentação forçada pode causar outros danos físicos também.
Em um estudo realizado em uma "fazenda", quase 10% de todas as aves morriam com o estômago rompido, com alimento entrando no pulmão ou por doenças e infecções causadas pelos tubos de alimentação sujos.
Um veterinário que acompanhou uma investigação na Commonwealth Enterprises disse que "todos os patos exibiram sinais de doenças. Muitos deles estavam incapacitados para andar ou ficar sobre seus pés. Alguns exibiam deformações dos bicos."
Um outro afirmou que "a alimentação forçada pode machucar a boca e o esôfago ... as aves parecem estar doentes; seus olhos estão embaçados e suas penas desalinhadas." Um terceiro veterinário que acompanhou a polícia notou que "nenhum dos patos estava tentando limpar suas penas. Somente patos extremamente doentes e estressados deixariam sua plumagem se deteriorar a esse ponto."
Um patologista de animais selvagens do estado de Nova Iorque que examinou os patos da Commonwealth declarou que "se esse tipo de coisa estivesse acontecendo com cães, seria interrompida imediatamente." Ele expressou horror diante dos "fígados extremamente inchados, produto da alimentação excessiva à força (os fígados são fácilmente rompidos pelos menores traumas)" e diante de um dos patos que tinha "uma laceração do fígado com hemorragia interna. Esse tipo de tratamento e método de produção de aves está fora das normas de agricultura e tratamento sadio dos animais."
Quarenta e três veterinários de Nova Iorque assinaram uma declaração de que a produção de fígado de ganso deveria ser banida porque o "foie gras" nada mais é do que uma lipidose hepática, uma doença do fígado: "Animais sob essa condição devem se sentir extremamente mal ... a produção de foie gras, por definição, constitui uma evidente crueldade animal."
A produção de fígado de ganso já foi banida na Alemanha, Dinamarca, Noruega e Polônia.
O perito em gansos Konrad Lorenz, ganhador do Prêmio Nobel, recebeu um pedido do Parlamento Europeu para ler um relatório sobre a indústria de foie gras. Lorenz recusou-se, dizendo que se sentia "vermelho de raiva" depois que leu o relatório. "Do meu ponto de vista, a 'opinião dos experts' que permite a engorda forçada dos gansos ... pode ser expressada em poucas palavras: Essa 'opinião dos experts' é uma vergonha para toda a Europa."
Apenas os patos (machos) são usados para fazer o patê - eles produzem fígados maiores e são considerados mais capazes de resistir às 4 semanas de tortura. As patinhas fêmeas são tratadas como lixo - literalmente. Normalmente os funcionários entulham as patinhas em sacos de nylon. Os sacos são amarrados e jogados em latões com água escaldante. Os funcionários matam as sobreviventes esmagando suas pequenas cabeças contra as bordas do latão.
Essa é uma indústria extremamente cruel e desumana, e nós, como consumidores que compramos e comemos seus produtos, precisamos parar de sustentá-la. Já é tempo de sermos mais compassivos com os seres que estão à nossa mercê.
O patê de fígado de ganso faz engordar e adoecer tal qual as infelizes aves torturadas para essa produção. 85% das calorias do patê são de gorduras - mais do que duas vezes o de um hambúrguer ! O cardiologista Dr. David T. Nash adverte "essa gordura é em grande parte ácido palmítico, uma gordura saturada conhecida por aumentar o colesterol."
(Fonte: site www.vegetarianismo.com.br)
terça-feira, 3 de março de 2009
Sopa de lixo 'maior que os EUA' bóia no Pacífico
Segundo a matéria, o imenso depósito de lixo flutuante se estenderia de uma área cerca de 500 milhas náuticas distante da costa da Califórnia, no oeste dos EUA, passaria pelas águas do Havaí, e chegaria quase até o Japão.
De acordo com o jornal britânico, a mancha foi descoberta por acaso pelo oceanógrafo americano Charles Moore, que em 1997, durante uma competição de barco à vela optou por um trajeto diferente para cortar o caminho entre Los Angeles e o Havaí.
A área, conhecida como "giro pacífico norte" é um local onde oceano circula lentamente devido aos poucos ventos e aos sistemas de pressão extremamente altos que estariam "segurando o lixo".
Caiaques e sacolas de plástico
O Independent cita uma entrevista de Moore, em que o oceanógrafo relatou ter ficado "surpreso com a quantidade de lixo com a qual se deparava dia após dia durante a viagem".
"Toda vez que eu ia ao deck via lixo boiando. Como nós conseguimos sujar uma área tão enorme?", indaga Moore.
Ele acredita que 100 milhões de toneladas de lixo estejam flutuando na região. Um quinto dos dejetos - que incluem itens como bolas de futebol, caiaques, bolsas de plásticos e destroços de naufrágios - seria jogado de plataformas de petróleo e embarcações que passam pelo local. O resto viria do continente.
O jornal conta que pouco depois de se deparar com a mancha pela primeira vez, Moore, que é "herdeiro de uma família que fez fortuna com a indústria do petróleo", vendeu seu negócio e se tornou um ativista ambiental, criando a Fundação de Pesquisa Marítima Algalita, baseada nos EUA.
Em entrevista ao Independent, o diretor de pesquisa da ONG, Marcus Eriksen, descreveu a aparência da mancha de lixo.
"A idéia que as pessoas tinham era que se tratava de uma ilha de lixo plástico sobre a qual se poderia andar. Mas não é bem assim. É quase uma sopa de plastico, uma coisa sem fim que ocupa uma área que pode ser até duas vezes o tamanho dos Estados Unidos", disse ele ao jornal britânico.
Fonte: (Jornal O Globo matéria publicada em 06/02/2008)
