quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Homem está acabando com a vida na Terra, alerta diretor da ONU

Não é novidade para ninguém o título desse artigo, porém nunca é demais ressaltar e lembrar o que "nós" estamos fazendo para a extinção da nossa própria espécie.

Na abertura da 10ª edição da Conferência das Partes sobre Biodiversidade (COP-10), o diretor do programa para meio ambiente das Nações Unidas (ONU), Achim Steiner, foi enfático ao afirmar que o homem está acabando com a vida na Terra.

“Este é o único planeta no universo em que sabemos que existe vida como a nossa e estamos destruindo as bases que a sustentam”, alertou.

O encontro começou nesta segunda-feira (18) em Nagoya, no Japão, e termina no dia 29 de outubro. Durante estas próximas duas semanas, representantes de 193 países vão avaliar as metas de preservação ambiental assumidas para este ano e definir quais serão os próximos objetivos até 2020.

O tom pessimista foi observado ainda nos discursos de outras autoridades e especialistas da área ambiental, que chegaram a afirmar que o mundo está caminhando para uma fase de extinção na mesma proporção do período em que os dinossauros desapareceram da Terra.

Para eles, a destruição da natureza tem afetado diretamente a sociedade e a economia. A ONU estima que a perda da biodiversidade custa ao mundo entre US$ 2 trilhões (R$ 3,2 trilhões) e US$ 5 trilhões (R$ 8 trilhões) por ano, principalmente nas partes mais pobres.

“(O monge budista) Teitaro Suzuki disse que ‘o problema da natureza é um problema da vida humana’. Hoje, infelizmente, a vida humana é um problema para a natureza”, disse o ministro do Meio Ambiente do Japão, Ryo Matsumoto.

“Temos de ter coragem de olhar nos olhos das nossas crianças e admitir que nós falhamos, individualmente e coletivamente, no cumprimento das metas prometidas no encontro de Johanesburgo (em 2002)”, completou o ministro.

Matsumoto lembrou ainda que a perda da biodiversidade pode chegar a um ponto irreversível se não for freada a tempo.

“Toda a vida na Terra existe graças aos benefícios da biodiversidade, na forma de terra fértil e água e ar limpos. Mas estamos agora próximos de perder o controle se não fizemos grandes esforços para conservar a biodiversidade”, disse.

Sinais de esperança – Jane Smart, chefe do programa de espécies da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), disse que, apesar do problema ser grande e complexo, existem alguns sinais de esperança.

“A boa notícia é que quando nós promovemos a conservação, ela realmente funciona; gradativamente estamos descobrindo o que fazer, e quando nós fazemos, as coisas dão muito certo”, disse a pesquisadora à BBC News.

“Precisamos fazer muito mais para conservar, como proteger áreas, particularmente o mar. Temos de salvar vastas áreas do oceano e os cardumes de peixes. Isso não significa que devemos parar de comer peixes, mas comer de uma forma sustentável”, afirmou Jane.

O Brasil também participa do encontro e vai pressionar os países ricos para obter recursos em torno de US$ 1 bilhão (R$ 1,6 bilhão) por ano para a preservação ambiental, além de exigir metas globais mais específicas contra a perda da biodiversidade.

Outro ponto defendido pela comissão brasileira é a cobrança de royalties pelo uso de recursos vegetais e animais. A ideia é que empresas que utilizam matérias-primas provenientes de nações em desenvolvimento repassem uma parte do dinheiro às comunidades locais.

Fonte: Site Ambiente Braisl - Acesso: 21/10/10
http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2010/10/19/61755-homem-esta-acabando-com-a-vida-na-terra-alerta-diretor-da-onu.html

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Feliz Dia do Biólogo!!!

Ser Biólogo é...

Estudar os componentes da célula, o começo de tudo.
Entender a peculiaridade do ar, o segredo da existência.
Pesquisar as características da água, a face do planeta.
Descrever a fertilidade do solo, o sustento dos vegetais.
Distinguir os sistemas e seus órgãos,
os operários dos movimentos.
Analisar o mistério das plantas, a energia natural.
Observar a procriação dos animais, os habitantes da terra.
Investigar a riqueza do meio ambiente,
a preservação da humanidade.
Descobrir a ação dos alimentos, o caminho para a vitalidade.
Compreender a origem da vida, o princípio da história.
E principalmente ter amor a vida e a todos os seres que fazem parte desse planeta!!!

Parabéns a todos os biólogos!!!

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Lula sanciona lei que cria Política Nacional dos Resíduos Sólidos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta segunda-feira (2) a Política Nacional dos Resíduos Sólidos, que tem o objetivo de incentivar a reciclagem de lixo e o correto manejo de produtos usados com alto potencial de contaminação. Entre as novidades na nova lei está a criação da “logística reversa”, que obriga os fabricantes, distribuidores e vendedores a recolher embalagens usadas. A medida vale para materiais agrotóxicos, pilhas, baterias, pneus, óleos lubrificantes, lâmpadas e eletroeletrônicos.

A legislação também determina que as pessoas façam a separação doméstico nas cidades onde há coleta seletiva. Catadores e a indústria de reciclagem receberão incentivos da União. Além disso, os municípios só receberão recursos do governo federal para projetos de limpeza pública e manejo de resíduos depois de aprovarem planos de gestão. A lei ainda precisa passar por regulamentação. Será necessário, por exemplo, estabelecer um prazo de adaptação para as empresas e disciplinar o tipo de tratamento que deve ser dado a cada tipo de material.

De acordo com Lula, a regulamentação deve sair em 90 dias. “Nós temos que ter cuidado para não demorar pare regulamentar. Não podemos passar de 90 dias”, afirmou ele durante cerimônia de sanção da lei.

O objetivo das novas regras é estabelecer a responsabilidade compartilhada entre a sociedade, empresas, governos estaduais, a união e prefeituras no manejo correto do lixo. “A adoção de uma lei nacional para disciplinar o manejo de resíduos é uma revolução em termos ambientais. O maior mérito, contudo, é a inclusão social de trabalhadores que durante anos foram esquecidos e maltratados pelo poder público”, disse o presidente.

A lei proíbe ainda a criação de lixões onde os resíduos são lançados a céu aberto. Todas as prefeituras terão que construir aterros sanitários ambientalmente sustentáveis, onde só poderão ser depositados resíduos sem qualquer possibilidade de reaproveitamento. Será vetado também catar lixo, morar ou criar animais nesses aterros. A legislação proíbe ainda a importação de qualquer tipo de lixo.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, a produção diária de lixo nas cidades brasileiras chega a 150 mil toneladas. Deste total, 59% vão para lixões e apenas 13% são reaproveitados. O ministério informou ainda que Orçamento de 2011 prevê R$ 1 bilhão para financiamentos e incentivos do governo a reciclagem. Além disso, a Caixa Econômica Federal terá R$ 500 milhões disponíveis em crédito para cooperativas de catadores e projetos que tratam de manejo de resíduos. (Fonte: Nathalia Passarinho/ G1)

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e adequação das Empresas

No último dia 07 de julho foi aprovada pelo Senado Federal, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Encaminhada para sanção presidencial, acredita-se que não haverá veto em seu texto, devendo ser sancionada até o próximo dia 02/08/2010. O projeto, de iniciativa do Senado nº 354 de 1989 (nº 203 de 1991, na Câmara dos Deputados), tramitou pelas duas casas legislativas durante 21 anos e por isso considera-se a legislação suficientemente amadurecida.

Foram mais de duas décadas de discussões, inúmeras comissões e trâmites diversos. Prazo demasiadamente extenso para um país que descarta cerca de 150 mil toneladas de lixo por dia. Para se ter uma idéia aproximada, do volume que o período de “debates” gerou, basta multiplicar esta quantidade diária por aproximadamente 7.600 (dias). De posse deste número assustador, deve-se considerar que o volume de lixo sem destinação correta, alcança cerca de 60%.

A nova legislação, além de instituir a política, tem um viés educacional, na medida em que dispõe e esclarece sobre princípios, objetivos e instrumentos, concorrentemente, destaca as diretrizes relacionadas com a gestão integrada e quanto ao gerenciamento dos resíduos sólidos. A lei ratifica a interface com as normas já estabelecidas pelo Sisnama – Sistema Nacional do Meio Ambiente, do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária – SNVS, da Suasa e do Sinmetro.

Embora, pendente de regulamentação, o MMA está trabalhando fortemente neste sentido e, tudo deverá estar pronto em curtíssimo prazo. A previsão é que até o final do ano, todo o detalhamento esteja em vigor, com prazos da logística reversa, modos, delineamento da cadeia produtiva e metas. O primeiro instrumento legal de regulamentação da PNRS, deverá vir através de decreto presidencial. Estados e municípios, também, terão que se ajustar à Lei Federal por se tratar de uma Política Nacional, contudo estarão contribuindo com a redação através de experiências e sugestões.
Estados e municípios deverão elaborar seus respectivos planos para resíduos sólidos, sempre orientados pelos ditames da Política Nacional. No caso dos Estados, os planos da política deverão ter vigência indeterminada, antevendo um horizonte de vinte anos e prevendo revisões a cada quatro. A política fornece a orientação de conteúdo, determinando o que deve constar do plano estadual, exigindo que o poder público faça um diagnóstico e acompanhe os fluxos dos resíduos. Isto implicará em incentivo a reciclagem e aproveitamento, patrocinando a coleta seletiva dentre outras medidas.
Outra determinação relevante é o comprometimento maior dos Estados Membros em abrir espaço para a redução de resíduos, reciclagem, reutilização e outras formas sustentáveis, visando à redução dos rejeitos. A contra partida será a prioridade na obtenção de recursos da União de acordo com a regulamentação.

Quanto às empresas e empreendimentos privados, a nova legislação altera a Lei 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais), traz inúmeras inovações que exigirão alterações operacionais e na conduta empresarial. Uma das inovações é o compartilhamento de responsabilidades pelo ciclo de vida dos produtos, neste particular a lei não se restringe a responsabilizar os fabricantes. Consideram, também, responsáveis os importadores, distribuidores, comerciantes e até os consumidores e titulares dos serviços de limpeza urbana ou manejo. A responsabilidade deverá ser implementada de forma individualizada e encadeada.

Outro ponto forte abordado pela PNRS é a logística reversa, já existente em casos pontuais como fabricantes de pilhas e pneus quando, atribui aos responsáveis o recolhimento ou o retorno dos resíduos ou partes inservíveis do produto visando à correta destinação ambientalmente indicada. Inclui, também, o correto descarte em aterros, embalagens, resíduos da construção civil, dentre outros. Acordos setoriais em todas as instâncias de governo com a iniciativa privada serão pontos fortes da política.

A adequação dos empreendimentos à nova lei será de vital importância e, para que isto possa ocorrer de forma equilibrada e em conformidade legal, contratos com fornecedores e clientes precisarão ser revistos, com compartilhamento destas responsabilidades.

Com certeza, a preocupação com as soluções sócio-ambientais não estão mais relacionadas ao “romantismo preservacionista” e sim, às medidas de sustentabilidade do próprio negócio, gerenciando a conformidade legal ambiental sob a ótica econômica, evitando dissabores empresariais, com grandes prejuízos em função de imagem institucional, multas, ressarcimento, recuperação de áreas, restrição a contratação por órgãos públicos, financiamentos, dentre outras penalidades.

Por outro lado, a política de resíduos dará acesso a benefícios e linhas de crédito para projetos que visem à implantação da PNRS.
A busca de profissionais credenciados para a tarefa, em uma matéria muito nova, abrangente e multidisciplinar, além de muito especializada, exigirá do empreendedor e investidores, atenção e seleção rígida para este tipo de empreitada, mesmo por que muitas outras adaptações serão necessárias.

Fonte: Site AmbienteBrasil
http://noticias.ambientebrasil.com.br/artigos/2010/07/30/58284-politica-nacional-de-residuos-solidos-pnrs-e-adequacao-das-empresas.html

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Apenas 1,5% da área marinha brasileira é protegida por unidades de conservação

A criação recente de duas novas unidades de conservação no Espírito Santo, em junho, aumentou a área marinha brasileira protegida. O país tem 4,5 milhões de quilômetros quadrados em território marinho – metade do território terrestre. As unidades de conservação, entretanto, somam apenas 1,5% de toda essa área – o Ministério do Meio Ambiente (MMA) acredita que um número mais adequado estaria próximo a 10%.

Por isso, o MMA quer criar uma política nacional de conservação dos oceanos, que inclui criar novas unidades de conservação, como as capixabas recém-criadas na região costeira do Estado (a Área de Proteção Ambiental da Costa das Algas, com 114 mil hectares, e o Refúgio de Vida Silvestre de Santa Cruz, com 17 mil hectares).

No total, o Brasil tem 102 unidades de conservação (UCs) marinhas. Elas ajudam a preservar a biodiversidade marinha: perto da costa do país se alimentam baleias e golfinhos, por exemplo.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Sugestão de leitura

Segue uma ótima sugestão de leitura pra quem quer se atualizar e conhecer um pouco mais sobre Gestão ambiental e sustentabilidade.

Livro: Gestão Ambiental - Responsabilidade Social e Sustentabilidade
Autor: Reinaldo Dias
Editora: Atlas

É um livro de leitura fácil e prática, bem estruturado e com uma ótima didática. O preço também é bem acessível. Vale a pena investir.

:)

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Desmate do PAC equivale a metade de São Paulo

Empreendimentos do PAC, selo criado pelo governo federal para agrupar ações de infraestrutura, já desmataram de forma legal no país uma área equivalente à metade do município de São Paulo.

O Programa de Aceleração do Crescimento foi criado em 2007. Desde então, o governo autorizou o desmate de 730 km² para o avanço de suas obras, segundo levantamento feito pela Folha em cada uma das 155 autorizações específicas para o programa expedidas pelo Ibama, órgão do Ministério do Meio Ambiente.

O montante desmatado nesses três anos inclui extensões na região amazônica, mas também no cerrado e na caatinga, inclusive em áreas de preservação permanente, como margens de rios e topos de morros. São obras de recursos hídricos, usinas hidrelétricas, ferrovias e rodovias, entre outras.

Cada uma dessas autorizações do Ibama traz uma série de contrapartidas que, ao menos no papel, deveriam ser cumpridas pelos responsáveis da obra, como o plantio de uma área equivalente à devastada.

Entretanto, não existe fiscalização no cumprimento dessas condicionantes, disseram à Folha servidores que, em tese, teriam essa responsabilidade.

Segundo a ministra Isabella Teixeira (Meio Ambiente), o Ibama precisa ser fortalecido, e os licenciamentos do órgão precisam ser tratados como algo estratégico de governo, e não apenas da área ambiental.

Efeito – Outro agravante são as consequências desse desmatamento legal, em especial em obras de pavimentação de rodovias cercadas por florestas. Segundo o Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia), 80% do desmatamento na região ocorre num raio de 50 km das margens das estradas.

Na agenda de prioridades do PAC está o asfaltamento da BR-319 (Porto Velho-Manaus), ainda não autorizado pelo Ibama. O projeto provoca calafrios em ambientalistas, justamente por causa do potencial desmatador que esse tipo de obra tem.

Para André Lima, coordenador de políticas públicas do Ipam, esse tipo de projeção do desmatamento deveria ser levado em conta no momento das autorizações do Ibama, assim como estimativas de emissão de gases-estufa por conta do corte de árvores.

“O Brasil tem uma meta [de redução de gases-estufa, causadores do aquecimento global] e precisa monitorá-la por meio do sistema de licenciamento. Não é correto licenciar um volume de empreendimentos que pode estar acima do previsto na meta brasileira”, diz Lima.

Desde janeiro de 2007, o desmate legal do PAC equivale a 10% da derrubada de árvores na Amazônia Legal entre agosto de 2009 e julho de 2010, quando, segundo o governo, foram devastados 7.008 km².

Para Adalberto Veríssimo, pesquisador da ONG Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia), o sinal amarelo do desmatamento está ligado. “A história mostra que o desmatamento ocorre na sequência de obras de infraestrutura. Agora, o governo diz que não vai acontecer, mas existe o risco com essas obras do PAC”, afirma.

O pesquisador do Imazon pondera: “Isso ainda não está acontecendo, mas é muito cedo tanto para condenar quanto para absolver esse modelo”.

(Fonte: Eduardo Scoles/ Folha Online)

terça-feira, 13 de abril de 2010

Curitiba/PR é eleita a cidade mais sustentável do mundo

Curitiba desbancou outras cidades da Europa, Ásia e Oceania, e conquistou o prêmio Globe Award Sustainable City, que todo ano elege a cidade mais sustentável do mundo. Organizado pelo Globe Fórum, da Suécia, o prêmio será entregue oficialmente no dia 29 de abril, em cerimônia na cidade sueca de Estocolmo. Este é o segundo prêmio mundial vencido por Curitiba neste ano. Em janeiro, a cidade ganhou o Sustainable Transport Award, em Washington, pela implantação da Linha Verde.

O objetivo do prêmio é destacar cidades com excelência em desenvolvimento urbano sustentável e torná-las exemplos positivos para outras cidades. Para conquistar o Globe Award, Curitiba superou as outras finalistas Sidney (Austrália), Malmö (Suécia), Murcia (Espanha), Songpa (Coreia do Sul) e Stargard Szczecinski (Polônia).

O juri – que por unanimidade apontou Curitiba como vencedora – avaliou itens como preservação de recursos naturais, bem-estar e relação social nas cidades, inteligência e inovação nos projetos e programas, cultura e lazer, transporte, confiança no setor público e gerenciamento financeiro e patrimonial. “Eu parabenizo Curitiba por este prestigiado prêmio de cidade mais sustentável de 2010. É uma vencedora muito sólida, com um plano holístico que integra todos os recursos estratégicos conectados com inovação e sustentabilidade futura”, disse Jan Sturesson, presidente do comitê de jurados do Globe Award, segundo divulgado em nota pela assessoria de imprensa da prefeitura.

Com a conquista do prêmio, Curitiba garantiu participação especial na Conferência Mundial de Sustentabilidade Globe Forum, que acontecerá em Estocolmo, nos dias 28 e 29 de abril. A capital paranaense também será membro especial do Globe Fórum por um período de dois anos.

O presidente do instituto Ideia Ambiental, Fernando Ramos, espera que o prêmio ajude a ampliar o debate sobre a sustentabilidade em Curitiba. Ele apontou a coleta eficiente de lixo e a arborização urbana como pontos positivos.

Para Ramos, a capital paranaense é uma das cidades mais sustentáveis do país, mas está longe de estar no topo do ranking mundial. “É preciso resolver problemas urgentes, como a destinação do lixo e o tratamento de resíduos sólidos. Além disso, a preservação dos rios também é um ponto que preocupa”, avaliou.

O presidente da ONG Mater Natura, Paulo Aparecido Pizzi, parabenizou Curitiba pela conquista e ressaltou que a sustentabilidade da capital paranaense é fruto de uma política histórica no município, conquistada pelo trabalho contínuo de décadas. Ele destacou também a eficácia da estratégia da cidade em disseminar as práticas sustentáveis adotadas pelo município.

Fonte: Felippe Aníbal/Gazeta do Povo/PR ou http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2010/04/08/53192-curitibapr-e-eleita-a-cidade-mais-sustentavel-do-mundo.html

sexta-feira, 9 de abril de 2010

GoodGuide, uma revolução no consumo consciente

Está a caminho uma revolução no consumo consciente. E ela atende pelo nome de GoodGuide ou Guia do Bem em tradução livre e não autorizada. Trata-se de uma ferramenta útil para quem deseja, no momento de fazer compras, obter informações rápidas e confiáveis sobre os impactos socioambientais de um determinado produto ou marca.
Essa experiência de associação entre tecnologia e consumo responsável começou a tomar corpo recentemente nos Estados Unidos. Com um aplicativo instalado no iPhone, desses que lê códigos de barra, um consumidor norte-americano pode, enquanto passeia entre as gôndolas de um supermercado, enviar informações para um banco de dados que, em segundos, revela por exemplo, a existência de substâncias tóxicas em um produto, se houve ou não exploração de trabalhadores em sua produção ou mesmo o quanto a empresa fabricante está preocupada com a conservação do meio ambiente. Simples e prático, ajuda o consumidor mais engajado a fazer uma escolha consciente, sem grande esforço para desvendar rótulos que, quando existem, parecem elaborados para desinformar.
O GoodGuide reúne hoje dados de 75 mil produtos, que vão desde os de limpeza para casa até alimentos, cuidados pessoais e brinquedos. Com ele, é possível comparar itens similares e concorrentes, acessar um ranking com atribuição de notas e até mesmo criar uma lista de favoritos usando critérios cruzados de saúde, segurança e compromisso socioambiental. A ferramenta nasceu em 2007 de um insigth doméstico de Dara O´Rourke, professor do Departamento de Ciência Política e Gestão Ambiental Universidade de Berkeley. Antes de sair de casa para passear com a filha de cinco anos, ao ler o rótulo do protetor solar, ele teve dúvidas quanto à composição química do produto.
Pesquisando depois, descobriu a existência de uma substância tóxica potencialmente danosa á saúde humana. Ocorreu-lhe que muitos outros pais e mães também deviam ter as mesmas dúvidas em relação às matérias-primas de produtos utilizados por seus filhos. E que milhares de consumidores não têm a mais remota ideia do que contém produtos de consumo aparentemente inofensivos nem de como – e sob que condições — as empresas o produzem.
Empreendedor, O´Rourke abriu uma organização sem fins lucrativos e buscou o apoio de cientistas, especialistas em comportamento do consumidor e profissionais de indústria. Também associou-se à Universidade da Califórnia, ao Massachusetts Institute of Technology, Google, Amazon, eBay e PayPal. O uso do GoodGuide cresce a cada dia na esteira da expansão do movimento Cultural Creatives, formado hoje por uma turma de 70 milhões de norte-americanos menos egocêntricos e mais preocupados com o outro, com a qualidade de vida e com a saúde do planeta.
Bem-vindo seja o GoodGuide. Aviso aos navegantes brasileiros: como muitos produtos são vendidos globalmente, uma passeada pelo site www.goodguide.com pode ser um bom primeiro exercício para avaliar quão sustentáveis são itens que você eventualmente compra aqui no Brasil.
Fonte: http://www.rumosustentavel.com.br/goodguide-uma-revolucao-no-consumo-consciente/

terça-feira, 30 de março de 2010

Bióloga de Carteirinha... :)

Mais uma "Bióloga de carteirinha" no mercado...
Estou super feliz, pois ontem recebi minha Carteira do CRBio (Conselho Regional de Biologia) e nada mais justo do que compartilhar essa grande notícia no meu blog e dividir minha alegria com todos vocês.

Hoje vejo que o termino da faculdade não é o fim de uma jornada, mas sim o começo de um caminho longo e árduo a se percorrer.

Me orgulho muito da minha profissão e amo ser BIÓLOGA.


O JURAMENTO DO BIÓLOGO
“Juro pela minha fé e pela minha honra e de acordo com os princípios éticos do Biólogo, exercer as minhas atividades profissionais com honestidade, em defesa da vida estimulando o desenvolvimento Científico, Tecnológico e Humanístico com justiça e paz”.
Instituído pela Resolução 03/1997 do CFBio.

COR DA PROFISSÃO DO BIÓLOGO
AZUL - sem uma tonalidade específica.

TIPO DA PEDRA
ÁGUA MARINHA - Qualquer uma das suas várias tonalidades.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Hora do Planeta

No sábado, 27 de março de 2010, entre 20h30 e 21h30 (hora de Brasília), o Brasil participa oficialmente da Hora do Planeta. Das moradias mais simples aos maiores monumentos, as luzes serão apagadas por uma hora, para mostrar aos líderes mundiais nossa preocupação com o aquecimento global.

A Hora do Planeta começou em 2007, apenas em Sidney, na Austrália. Em 2008, 371 cidades participaram. No ano passado, quando o Brasil participou pela primeira vez, o movimento superou todas as expecitativas. Centenas de milhões de pessoas em mais que 4 mil cidades de 88 países apagaram as luzes. Monumentos e locais simbólicos, como a Torre Eiffel, o Coliseu e a Times Square, além do Cristo Redentor, o Congresso Nacional e outros ficaram uma hora no escuro. Além disso, artistas, atletas e apresentadores famosos ajudaram voluntariamente na campanha de mobilização.

Para participar e saber mais informações basta acessar o link: http://www.horadoplaneta.org.br/

quarta-feira, 17 de março de 2010

Banco Mundial de Sementes

Entrada do Banco Mundial de Sementes, em Spitsbergen

Cerca de 4,5 milhões de sementes das mais importantes plantas cultiváveis passam a ser guardadas em baixo de montanha da ilha norueguesa de Spitsbergen, situada a apenas mil quilômetros do pólo Norte.
Encravados a 120 metros dentro da pedra, foram cavados três grandes depósitos no interior da montanha. Se uma planta desaparecer, por motivo de catástrofe, por exemplo, ela poderá ser agora recuperada.
Depósitos de diversos países do mundo contribuíram para o projeto organizado pela fundação Global Crop Diversity Trust (Fundo de Diversidade Global de Plantas Cultiváveis) e financiado por governos, organizações e o Banco Mundial.
O maior banco de sementes mundial deverá assegurar a diversidade de plantas úteis e cereais. O depósito também foi pensado para, no caso de uma catástrofe global, possibilitar a alimentação da humanidade. Três grandes depósitos medindo 27m x 10m foram cavados no interior da mais alta montanha de Spitsbergen, ilha norueguesa situada no Círculo Pólar Ártico, onde as diversas sementes serão armazenadas numa temperatura constante de menos 18ºCelsius.
"As instalações foram construídas para abrigar o dobro da quantidade de amostras de sementes que conhecemos", afirma Cary Fowler, diretor administrativo do Fundo de Diversidade Global de Plantas Cultiváveis e mentor do projeto. Para a construção do depósito, a Noruega investiu cerca de 6 milhões de euros.
Cerca de 250 mil amostras de sementes já se encontram armazenadas no novo depósito. Elas continuam a pertencer, no entanto, a seus países de origem. Nem todos os bancos nacionais de genes são bem protegidos e parte da diversidade vegetal já se perdeu.
Desta forma, bancos de sementes iraquianos e afegãos foram destruídos na guerra. Um tufão destruiu outro nas Filipinas. Por este motivo, o novo Banco Mundial de Sementes tornou-se rapidamente conhecido em todo mundo. Países ameaçados por revoltas como o Paquistão e o Quênia já enviaram amostras de sementes para Sptisbergen. O Banco Mundial de Sementes armazenará amostras provenientes de mais de 1,4 mil bancos de sementes de todo o mundo.
O tesouro representado pelo banco de sementes é protegido por espessas paredes de concreto, porta blindada e sistema de alarme. Eventuais mudanças climáticas também foram levadas em conta pelos arquitetos do novo banco mundial de sementes.
Por este motivo, ele se situa 130 metros acima do nível do mar. Mesmo que boa parte da calota polar derreta, ele continuará seco. O depósito de concreto está preparado para resistir até mesmo a uma guerra nuclear. E no caso de o sistema de refrigeração falhar, o permafrost garantirá que a temperatura não supere a 3,5º Celsius.

Fonte: http://www.dw-world.de/dw/article/0,,3149942,00.html

segunda-feira, 1 de março de 2010

Iceberg gigante se desprende da Antártida

Um gigante iceberg, do tamanho de Luxemburgo, se desprendeu da Antártida há duas semanas e seu deslocamento pode alterar as correntes oceânicas em todo o mundo, adverte um estudo publicado na sexta-feira (26).

Apesar do impacto só se manifestar em décadas, uma redução da velocidade de produção de água friae densa poderia provocar invernos mais rigorosos no Atlântico norte, assinalaram os pesquisadores.

O bloco de gelo, de 2.550 km quadrados, se desprendeu em 12 ou 13 de fevereiro da geleira Mertz, um glaciar de 160 quilômetros de comprimento que emerge da Antártida oriental e avança sobre o Oceano Antártico ao sul de Melbourne, informaram os cientistas.

Com uma espessuar média de 400 metros, o iceberg pode perturbar a biodiversidade excepcionalmente rica da região, que inclui uma importante colônia de pinguins imperadores na zona de Dumont d'Urville, onde está a estação científica francesa na Antártida.

O iceberg, de 78 km de comprimento e quase 40 km de largura, com peso estimado de mais de 1 bilhão de toneladas, se desprendeu da geleira de Mertz ao receber o impacto de outro iceberg, conhecido como B9B, a deriva desde 1987.

Tanto os ciclos naturais como a mudança climática provocada pelo homem contribuem para o colapso das geleiras na Antártida.

A maré e as correntes oceânicas batem constantemente nas áreas expostas na geleira, enquanto verões mais longos e temperaturas mais altas contribuem para o desprendimento dos icebergs.

"Obviamente que com o aquecimento das águas as bordas das geleiras se tornam mais frágeis" disse Legrosy, que trabalha no Laboratório de Geofísica e Pesquisa Oceanográfica, na cidade francesa de Toulouse.

A geleira Metz, onde foram instalados sistemas GPS e outros instrumentos de medição, deve proporcionar informação valiosa sobre o desprendimento de icebergs.

"Pela primeira vez temos um registro detalhado do ciclo completo de um desprendimento de iceberg: antes, durante e depois", assinalou o pesquisador.

"Estamos usando a geleira como um laboratório para estudar os processos que poderão ser alterados pela mudança climática, incluindo o desprendimento de icebergs, a temperatura dos oceanos e as flutuações do nível do mar".

Desde que se separou da geleira Metz - do mesmo modo que o B9B - o novo iceberg está flutuando em uma área próxima conhecida como polinia.

Distribuidas por todo o Oceano Antártico, as polinias são zonas que produzem água densa, gelada e rica em sal, que segue para o fundo do mar e dirige as correntes oceânicas como um canal.

Se icebergs como este se deslocam para leste e encalham, ou flutuam para o norte até climas mais quentes, não há qualquer impacto sobre as correntes oceânicas, mas se permanecem nesta área, algo provável, podem bloquear a produção de água densa e recobrir a polinia", explicou Legresy.

A polinia da geleira Mertz é especialmente importante, e representa cerca de 20% da "água do fundo" dos oceanos.

A expectativa de vida de um iceberg depende de seu deslocamento, mas podem durar décadas.

Fonte: Site Ambiente Brasil - 27/02/10

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

COP-15 - A DECEPÇÃO DO ANO

A tão esperada Conferência da Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas realizada em Copenhage na última semana decepcionou. Porém o Brasil teve sua participação elogiada e se compromete em cumprir o dever de casa como diz o Ministro do Meio Ambiente Carlos Minc:

"Não é porque o egoísmo e a insensatez prevaleceram lá que não vamos avançar no nosso dever de casa. Vamos continuar trabalhando", disse ao participar na manhã de segunda (21), no Rio de Janeiro, da cerimônia de encerramento do segundo semestre do Programa Nas Ondas do Ambiente, desenvolvido pelo governo fluminense, que une comunicação e educação ambiental.

Ele garantiu que o país vai continuar empenhado em cobrar posturas mais fortes das nações ricas, além de lançar medidas de curto prazo para minimizar os efeitos do aquecimento global.
Minc também garantiu que o Brasil vai continuar buscando articulações com outros países, entre eles nações vizinhas da América Latina, para incrementar os esforços de preservação da Amazônia e da África, onde será intensificada a implementação de programas de combate à desertificação.

A COP-15, que reuniu 192 países, terminou na última sexta-feira (18) em Companhege, Dinamarca, sem um novo acordo climático, que ficou para 2010. Apenas um acordo parcial foi fechado entre os Estados Unidos, a China, a Índia, o Brasil e a África do Sul com apoio de outros países, mas ainda depende de aprovação formal. A próxima reunião sobre mudanças climáticas será no ano que vem, no México.

Fonte: Agência Brasil
http://noticias.ambientebrasil.com.br

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

World Community Grid - Filantropia Virtual

Filantropia virtual para o século 21. Essa é a definição para esse sistema tão genial que foi criado para ajudar pesquisas no mundo todo. Para entendermos melhor, segue um trecho da reportagem que foi reprisada no último domingo, dia 27/09/09, no programa Cidades e Soluções.

"O Grid é um sistema que permite que pesquisadores cadastrados usem computadores pessoais espalhados pelo mundo inteiro para a realização de parte dos cálculos que não teriam espaço nos computadores das universidades e outras Instituições, hoje saturadas com milhões de projetos. É a utilização da capacidade ociosa do computador, sem causar riscos ou danos para sua máquina. Quando o internauta sai pra tomar um café ou está conversando e não está executando nenhuma tarefa, nesse momento o programa da comunidade Grid começa a usar o processador para fazer cálculos para a pesquisa que foi escolhida.
É super simples participar. Basta instalar em seu PC um softwar que vai permitir a comunidade acessar-se ao processador e realizar nele os cálculos necessários para alguma pesquisa. É importante lembrar que esse sistema não interfere na agilidade da máquina.
As pesquisas que serão incluídas e ajudadas pela comunidade são selecionadas por um conselho de Universidades e Instituições de pesquisa. Além de ter que demonstrar sua utilidade para a sociedade, terão obrigatoriamente que disponibilizar seus resultados para o público".

http://www.worldcommunitygrid.org/

Para ver a matéria na integra, basta acessar o blog Cidades e Soluções e colocar na busca do blog a palavra Grid. Lá você vai encontrar um vídeo com todos os detalhes sobre o assunto.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

O que é Crédito de Carbono e qual sua importância em nossas vidas

A idéia de criar o sistema de créditos de carbono foi buscar compensar a emissão de gases que produzem o efeito estufa através de um programa que desperta nos países a vontade política de rever os seus processos industriais e, com isso, diminuir a poluição na atmosfera e o seu impacto no aquecimento do clima.
Em função disso foi criado um certificado que é emitido pelas agências de proteção ambiental reguladoras, atestando que houve redução de emissão de gases do efeito estufa. A quantidade de créditos de carbono recebida varia de acordo com a quantidade de emissão de carbono reduzida.
Foi convencionado que uma tonelada de dióxido de carbono (CO2) equivale a um crédito de carbono. Outros gases que contribuem para o efeito estufa também podem ser convertidos em créditos de carbono, utilizando o conceito de carbono equivalente.
Esse certificado é negociado no mercado internacional, onde a redução de gases do efeito estufa passa a ter um valor monetário para conter a poluição. Há diversos meios para consegui-lo, alguns exemplos são: reflorestamento, redução das emissões provenientes da queima de combustíveis fósseis, substituição de combustíveis fósseis por energia limpa e renovável, como eólica, solar, biomassa, PCH (Pequena Central Hidrelétrica), entre outras, aproveitamento das emissões que seriam de qualquer forma descarregadas na atmosfera (metano de aterros sanitários) para a produção de energia.
Em acordos internacionais os países desenvolvidos passaram a ter cotas máximas para emitir esses gases do efeito estufa. Coube a esses países criar leis para restringir a emissão desses gases em seus territórios. Os países ou suas industrias que ultrapassarem as metas estabelecidas terão que comprar os certificados de créditos de carbono, da mesma forma que quem conseguir reduzir suas emissões poderá vender o excedente dessa redução de emissões de gases nas Bolsas de Valores e de Mercadorias a outros países ou industrias que necessitem desses créditos.
O mercado de carbono possui um critério que se chama adicionalidade. Segundo este, um projeto precisa absorver dióxido de carbono da atmosfera, no caso de reflorestamentos, ou evitar o lançamento de gases do efeito estufa, no caso de eficiência energética. Algumas pessoas criticam esses certificados por entenderem que eles autorizam países e industrias a poluir. Também havia embutido dentro do programa a intensão de que os países que fossem os maiores poluidores diminuíssem suas emissões, e que esse mercado de carbono servisse de estímulo para incentivar os países em desenvolvimento para que, atraído pelo ganho financeiro, cuidassem melhor de suas florestas e evitassem queimadas.
Porém, os governos são omissos e ainda permitem que o desmtamento sem controle furte a nossa maior riqueza: as florestas. Hoje ainda assistimos governantes de países importantes ignorarem todos os sinais de perigo dados pela natureza contra a vida humana.
Recentemente descobrimos que o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), órgão ligado ao Governo Federal, encabeça uma lista dos cem maiores devastadores que atuam em território brasileiro. O jornal britânico The Guardian destaca que funcionários do Incra devem responder criminalmente depois da divulgação de uma foto de satélite mostrando áreas sob responsabilidade do órgão totalmente devastada. A exploração madeireira vem acelerando a destruição da Amazônia, e o maior responsável é o próprio governo brasileiro. Isso nos causou surpresa e descrédito quanto ao poder público, pois se o governo não consegue controlar nem os seus subordinados como irá fiscalizar os outros? É uma vergonha!
Por tudo isso, a criação dos créditos de carbono tem um papel importante de conscientização dos países e suas indústrias, mas não será suficiente para resolver esse problema se não houver vontade de todos os envolvidos. Governos, empresas e sociedade devem se unir e discutir como mudar esse crime, que é contra o meio ambiente, mas, principalmente, contra nós mesmos.

Fonte: www.blograizes.com.br - Reflexões sobre Sustentabilidade

Precisamos ficar atentos a esses fatos que estão diretamente ligados a nossa vida. A cultura brasileira precisa de modificações urgentes. Precisamos de um povo mais consciente e questionador. Em vez de ficarmos discutindo o que aconteceu no último capítulo da novela ou quem foi eliminado no Big Brother, precisamos entender o que está acontecendo a nossa volta. Medidas importantes estão sendo tomadas, assuntos sérios voltados ao meio ambiente estão todos os dias nos jornais, porém ainda não caiu a ficha de que um povo consciente faz um país melhor. Precisamos proteger e conservar o que é de fundamental importância para nossa existência e não ficarmos alheios a tais acontecimentos. Se liga Brasil!!!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

FELIZ DIA DO BIÓLOGO!!!

A profissão de Biólogo foi regulamentada no Brasil pela Lei no 6.684 de 3 de Setembro de 1979. Devido a profissão ter sido regulamentada nessa data, instituiu-se este o Dia do Biólogo.

Juramento do Biólogo

"Juro, pela minha fé e pela minha honra e de acordo com os princípios éticos do biólogo, exercer as minhas atividades profissionais com honestidade, em defesa da vida, estimulando o desenvolvimento científico, tecnológico e humanístico com justiça e paz"

A todos os Biólogos, Parabéns por esse dia tão especial, pra nós que sabemos como é difícil conseguir um lugar ao sol nessa linda profissão.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

REDD - Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação

Está acontecendo uma acirrada discução sobre um projeto chamado Redd - Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação que poderá ser aprovado na Conferência que será realizada em Copenhagen, na Dinamarca, sobre Mudanças Climáticas. Segue um trecho da matéria dando mais detalhes sobre o assunto...

O mecanismo de Redução de Emissão por Desmatamento e Degradação (Redd) deve movimentar de US$ 20 bilhões a US$ 40 bilhões por ano para evitar a liberação de gases de efeito estufa com a devastação de florestas. O Brasil, dono da maior floresta tropical do Planeta, poderá receber cerca de 40% desse montante. A estimativa é de um dos idealizadores do mecanismo, um pesquisador italiano Andréa Cattaneo, do centro de pesquisas norte-americano Woods Hole.

"Aqueles que estiverem dispostos a reduzir o desmatamento devem receber compensações por isso" disse hoje (20/06) durante apresentação em fórum paralelo à programação cultural do 11o Festival Internacional de Cinema Ambiental (Fica).

A adoção e regulamentação do mecanismo ainda têm de ser definidas no âmbito da Convenção da Organização das Nações Unidas para Mudanças Climáticas, que tem reunião decisiva marcada para dezembro em Copenhagen, na Dinamarca. Cattaneo acredita que o mecanismo deverá ser incluído no acordo que sucederá o Protocolo de Kyoto, mas a aplicação pode levar mais alguns anos.

"Se tudo funcionar bem, a decisão saíra em Copenhagen".

Porém, um eclético grupo de ambientalistas, empresários, indígenas e executivos do Banco Mundial (Bird) apontam o mecanismo como a maior falha da vedete atual nas discussões internacionais sobre mudanças climáticas e florestais. Eles sugerem correção.

Esse mecanismo financeiro poderá garantir recursos para quem desmatou no passado, mas vem reduzindo a taxa de derrubada de florestas, diminuindo, assim, a emissão de gases na atmosfera. É preciso que existam recursos que recompensem também países e comunidades que já estão preservando, fazendo manejo sustentável e até expandindo suas florestas. (Daniela Chiaretti, Valor Econômico SP)

Uma das principais críticas que se faz ao Redd é que ele acaba premiando quem mais desmatou e pode ser injusto com quem mais preservou, esclarece Roberto Smeraldi, diretor da Amigos da Terra - Amazônia Brasileira e um dos co-presidentes do chamado Diálogo das Florestas - Iniciativa Florestas e Mudanças Climáticas.

Ele premiará, com recursos financeiros, quem conseguir diminuir suas taxas de desmatamento, e assim, reduzir a emissão dos gases do efeito estufa. Indo por essa lógica, alguns Estados campeões de desmatamento, como Mato Grosso, seriam recompensados, mas Estados até agora campeões em preservação, como o Amazonas não ganhariam nada. "Esta é uma discussão muito delicada. Alguns países africanos perguntam assim: "então, eu que nunca desmatei tenho que começar logo, para depois reduzir e então ganhar ganhar algo com isso?". Por isso recomendamos que, paralelo ao Reed, também se encontrem mecanismos que remunerem o estoque existente de florestas", diz Smeraldi.

Conclusão: Essa não é mais uma tentativa dos países desenvolvidos tirarem proveito e, em consequência disso, os demais países ficarem em desvantagem?
A ideia é válida, mas precisa ser revista, para que a Conservação do Palneta permaneça, assim como a justiça.

Fonte: (EcoDebate 09/10/2008)

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Pacífico mais quente pode ter matado 200 leões marinhos

Mais de 200 leões marinhos apareceram mortos neste fim de semana na região de Punta Patache, a 1.700 km do norte de Santiago, Chile.
Segundo o governo chileno, o fenômeno El Niño (aquecimento cíclico natural das águas superficiais do oceano Pacífico) pode ser responsável pelo desequilibrio ecológico no país. Grande parte dos animais mortos são filhotes.
Provavelmente, por causa das águas mais quentes, as mães das crias tiveram que ficar mais tempo no mar atrás de comida. A vida marinha costuma fugir do calor.
Os jovens leões marinhos provavelmente devem ter morrido de fome.
Grupos ambientalista regionais apontam uma outra possível causa para o desiquilíbrio: a poluição. No local, existe uma industria de molibdênio, uma termoelétrica e uma mineradora.
No ano passado, também por causa do aumento anormal da temperatura das águas do Atlântico, ocorreu uma migração inédita de pinguins pela costa do Brasil. Os cientistas associaram o fenômeno diretamente ao aquecimento global.
Fonte: (site: Folha Online publicado em 24/08/09)

domingo, 23 de agosto de 2009

Conferência sobre Mudanças Climáticas

Neste início de século, as preocupações com o meio ambiente assumem proporções cada vez maiores, em virtude dos efeitos visíveis de desequilíbrios provocados pelo homem na natureza.
O Clube de Roma (criado em 1962 composto por cientistas, industriais e políticos, que tinha como objetivo discutir e analisar os limites do crescimento econômico levando em conta o uso crescente dos recursos naturais) empregando fórmulas matemáticas e computadores para determinar o futuro ecológico do planeta, previu um desastre a médio prazo. E o que foi descoberto foi publicado num relatório denominado Limites do Crescimento, publicado em 1972, no qual se previa que as tendências que imperavam até então conduziriam a uma escassez catastrófica dos recursos naturais e a níveis perigosos de contaminação num prazo de 100 anos. Os alimentos e produção industrial iriam declinar até o ano de 2010 e, a partir daí, como consequência haveria a diminuição de população por penúria, falta de alimentos e poluição. O relatório expunha claramente:
"Se se mantiverem as atuais tendências de crescimento da população mundial, industrilização, contaminação ambiental, produção de alimentos e esgotamento dos recursos, este planeta alcançará os limites de seu crescimento no curso dos próximos 100 anos. O resultado mais provável será um súbito e incontrolável declínio tanto da população como da capacidade industrial." (Limites do Crescimento, publicado em 1972).

Trecho retirado do livro "Gestão Ambiental, Responsabilidade Social e Sustentabilidade" por Reginaldo Dias.

Em Dezembro de 2009 será realizada a III Conferência sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas em Copenhagen, na Dinamarca. Durante a conferência serão negociados os termos da segunda fase de cumprimentos do Protocolo de Kyoto. A primeira fase deve ser encerrada em 2012.
O encontro terá como objetivo identificar e definir os mecanismos de adaptção ao fenômeno do aquecimento global, segundo a Organização Metereológica Mundial (OMM).
Os organizadores da conferência querem criar "um marco global de serviços climáticos",uma ampla rede de troca de informação que sirva a todo mundo e seja aplicável em todas as regiões do planeta.
A conferência se dividirá em duas partes: uma reunião dedicada aos debates de analistas, centradas no potencial que os serviços climáticos podem oferecer e nas necessidades das comunidades de usuários, e um encontro de alto nível, durante o qual se prevê que os políticos tomem medidas em relação à adaptação ao clima.
(Fonte: Estadão Online)